terça-feira, 31 de maio de 2011

Eles passarão. Eu, passarinho

Post rápido só à título de desabafo mesmo...
Hoje Papai do Céu mandou buscar a Vó Amarilis, avó do meu cunhado...Bom, mas levando em consideração que ele e minha irmã estão juntos ha 14 anos, fica difícil saber quem faz parte da familia de quem, né?? Por isso, ela era minha vó também... Tudo bem que com 99 anos, uma notícia como essa nunca é uma surpresa, mas a verdade é que ninguém nunca está preparado para se despedir de alguém que ama. É sempre um momento muito difícil e nada do que se fale, alivia a dor da perda.
Toda vez que eu chegava na casa dela, ela pedia que eu lhe desse as mãos, fazia carinho e as beijava...e depois dizia : "eu nunca vi mãozinhas tão pequenininhas e delicadas". Foi assim, no primeiro dia que a conheci, quando eu ainda tinha 9 anos de idade, até o nosso último encontro, no almoço de Dia das Mães. Começou com beijo nas mãos e terminou com beijo nas mãos. E essa é a imagem que eu sempre vou lembrar com muito carinho: ela beijando minhas mãos.
Leonardo, Fabiano e Walfrido...vocês são privilegiados por terem disfrutado da presença dela por tanto tempo. Poucas pessoas tem a oportunidade de conviver com pais e avós por tantos anos e agradeçam a Deus por essa graça. Eu espero um dia, poder dizer que tive meus pais e minha vó por 99 anos...queira Deus que isso aconteça. Mas se não acontecer, eu quero ter minha consciência tranquila e meu coração em paz, por saber que fui a melhor filha e a melhor neta que eu poderia ser. E é com esse sentimento que eu desejo que sigam agora.
É clichê dizer isso, mas não tenham dúvidas de agora ela está num lugar muito melhor que o nosso.
É isso aí gente...é a vida. É injusta, eu não gosto dela, mas essa é a vida!

Termino esse post já com saudades do beijo nas mãos...


"Eles passarão. Eu, passarinho..." [Mário Quintana]

Um comentário:

  1. Eita, que eu sei demais que sensação é essa...mas, que bom que os netos, sejam de sangue ou não, conviveram com ela por tanto tempo...depois que meus avós se foram, passei a acreditar que não os perdi e sim, os ganhei durante todos os anos que a vida me possibilitou estar ao lado deles...e a vida segue, sim...injusta, cheia de lembranças e saudade dolorosa, mas, segue...e que venha a nossa vez de sermos avós, para deixarmos momentos felizes pros nossos netos e sermos lembrados assim, igualzinho; seja em post ou em memória.

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